O Tribunal de Justiça de São Paulo tornou réu o sargento da Rota Marcos Augusto Costa Mendes pela morte do policial civil Rafael Moura da Silva durante uma operação na Favela do Fogaréu, no Capão Redondo, Zona Sul da capital paulista.
Segundo o Ministério Público, o policial militar responderá por homicídio qualificado, com dolo, recurso que dificultou a defesa da vítima e por o crime ter sido cometido contra um agente de segurança em atividade.
De acordo com a investigação, Rafael participava de uma operação para prender um suspeito de latrocínio quando o sargento da Rota teria entrado na comunidade sem autorização de serviço e sem seguir protocolos de avanço tático.
O MP afirma que os policiais civis estavam em viaturas caracterizadas e utilizavam distintivos de identificação. Ainda segundo a promotoria, o sargento efetuou disparos sem verbalização prévia e continuou atirando mesmo após ouvir alertas de que as vítimas eram policiais.
Imagens da câmera corporal registraram o momento dos tiros e os gritos de “polícia” durante a ação.
Além de Rafael, o investigador Marcos Santos de Souza também foi atingido, mas sofreu apenas ferimentos leves.
O Ministério Público pediu indenização mínima de R$ 200 mil para a família de Rafael e R$ 50 mil para Marcos. A promotoria, no entanto, não solicitou prisão preventiva do sargento, mas determinou medidas cautelares, como afastamento das atividades na PM e comparecimento periódico à Justiça.
A defesa do policial militar terá dez dias úteis para apresentar resposta à acusação. A expectativa é que o caso seja levado ao Tribunal do Júri.
Rafael Moura da Silva deixou esposa e três filhos.
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