O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal, declarou à Justiça Eleitoral um crescimento patrimonial de cerca de 700% em apenas dois anos.
De acordo com os dados, em 2020, quando foi eleito vereador em Campos dos Goytacazes, Rangel informou possuir R$ 224 mil em bens. Já em 2022, ao se eleger deputado estadual, o patrimônio declarado saltou para R$ 1,9 milhão, incluindo participação em 18 postos de combustíveis.
Rangel foi preso durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio (Seeduc). Segundo a Polícia Federal, há indícios de direcionamento de contratos e uso de empresas para movimentação de recursos suspeitos.
Clique aqui e receba direto no whatsapp as notícias sobre as eleições de 2026 em primeira mão!
Antes da carreira política, o parlamentar trabalhava como motorista, com renda de cerca de R$ 1 mil, segundo as investigações. Ele também já havia sido alvo de outra operação da PF em 2024, que apurava suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.
Na operação mais recente, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A defesa do deputado ainda não se manifestou.
