Autista denuncia agressão e uso de algemas dentro da UPA de Iguaba Grande durante crise, enquanto prefeitura alega ameaça e desacato

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 horas ago

Compartilhar no WhatsApp

Um caso envolvendo denúncia de violência e suposto abuso de autoridade dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, está sendo apurado e gerou forte repercussão na cidade.

🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!

Jadson Mendonça, conhecido como Dinho, homem autista, enfermeiro e tatuador, afirma ter sido imobilizado, algemado e agredido por agentes da Guarda Municipal enquanto buscava atendimento médico na unidade. Segundo o relato, ele estava em crise e havia ingerido medicação, mas não apresentava melhora no quadro.

De acordo com as informações, Dinho seguia para a UPA acompanhado da esposa quando o carro em que estavam se envolveu em um acidente de trânsito. A mulher sofreu um corte na cabeça e precisou passar por sutura ao chegar à unidade.

Após o atendimento inicial, teriam surgido divergências sobre a permanência da esposa em observação e sobre o próprio estado de saúde dele. O homem relata que, ao tentar solicitar ajuda na recepção e acesso a um leito, foi impedido por agentes de segurança, contido fisicamente e algemado.

O ponto central da denúncia é a alegação de que, mesmo já imobilizado, ele teria sido alvo de agressões físicas. A família afirma que Dinho estava identificado como pessoa com deficiência e em crise no momento da abordagem, o que levanta questionamentos sobre o preparo dos agentes para lidar com pessoas no espectro autista em situações de vulnerabilidade.

Após a contenção, o homem teria sido encaminhado à delegacia. Há ainda relatos de que ele retornou posteriormente à unidade em estado de agitação.

Clique no link e veja as últimas notícias da sua cidade: https://www.cic7noticias.com/#recentes

Em nota, a Prefeitura de Iguaba Grande informou que não houve negativa de atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a paciente deu entrada às 22h56 e recebeu o procedimento de sutura às 23h01. Já o acompanhante foi atendido por crise hipertensiva e medicado.

O município afirmou ainda que o homem apresentou comportamento agressivo, com desacato à equipe e ameaças utilizando objeto perfurocortante, colocando em risco pacientes e profissionais. Diante disso, a segurança foi acionada para realizar a contenção física, conforme protocolo. A nota também destacou que Dinho é servidor da unidade, o que teria motivado a exigência dele por um leito.

A prefeitura informou que foram registrados boletins de ocorrência por desacato e dano ao patrimônio, após o homem retornar à unidade e tentar acessar uma área restrita.

O caso levanta debate sobre os protocolos de abordagem em situações envolvendo pessoas autistas, especialmente durante crises, e sobre a atuação de agentes de segurança em unidades de saúde. A família cobra apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.

Até o momento, não há posicionamento público da Guarda Municipal. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes.

Compartilhar no WhatsApp

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 horas ago

Compartilhe nas redes sociais:

Escolha sua cidade

Fique por dentro de todas as notícias pelo WhatsApp!

Nosso grupo te da acesso exclusivo as noticias mais recentes sobre a sua cidade, acesse e fique por dentro das noticias mais recentes que acontecem no dia a dia.

Usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação.