Um caso envolvendo denúncia de violência e suposto abuso de autoridade dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, está sendo apurado e gerou forte repercussão na cidade.
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Jadson Mendonça, conhecido como Dinho, homem autista, enfermeiro e tatuador, afirma ter sido imobilizado, algemado e agredido por agentes da Guarda Municipal enquanto buscava atendimento médico na unidade. Segundo o relato, ele estava em crise e havia ingerido medicação, mas não apresentava melhora no quadro.
De acordo com as informações, Dinho seguia para a UPA acompanhado da esposa quando o carro em que estavam se envolveu em um acidente de trânsito. A mulher sofreu um corte na cabeça e precisou passar por sutura ao chegar à unidade.
Após o atendimento inicial, teriam surgido divergências sobre a permanência da esposa em observação e sobre o próprio estado de saúde dele. O homem relata que, ao tentar solicitar ajuda na recepção e acesso a um leito, foi impedido por agentes de segurança, contido fisicamente e algemado.
O ponto central da denúncia é a alegação de que, mesmo já imobilizado, ele teria sido alvo de agressões físicas. A família afirma que Dinho estava identificado como pessoa com deficiência e em crise no momento da abordagem, o que levanta questionamentos sobre o preparo dos agentes para lidar com pessoas no espectro autista em situações de vulnerabilidade.
Após a contenção, o homem teria sido encaminhado à delegacia. Há ainda relatos de que ele retornou posteriormente à unidade em estado de agitação.
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Em nota, a Prefeitura de Iguaba Grande informou que não houve negativa de atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a paciente deu entrada às 22h56 e recebeu o procedimento de sutura às 23h01. Já o acompanhante foi atendido por crise hipertensiva e medicado.
O município afirmou ainda que o homem apresentou comportamento agressivo, com desacato à equipe e ameaças utilizando objeto perfurocortante, colocando em risco pacientes e profissionais. Diante disso, a segurança foi acionada para realizar a contenção física, conforme protocolo. A nota também destacou que Dinho é servidor da unidade, o que teria motivado a exigência dele por um leito.
A prefeitura informou que foram registrados boletins de ocorrência por desacato e dano ao patrimônio, após o homem retornar à unidade e tentar acessar uma área restrita.
O caso levanta debate sobre os protocolos de abordagem em situações envolvendo pessoas autistas, especialmente durante crises, e sobre a atuação de agentes de segurança em unidades de saúde. A família cobra apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
Até o momento, não há posicionamento público da Guarda Municipal. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes.
