“Vai ganhar um checão de 25 reais”: jogador do sub-12 é eleito melhor da partida em Xerém e prêmio viraliza no Rio de Janeiro. Veja o vídeo:

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 dias ago

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Uma cena simples de um campeonato de base em Xerém, no Rio de Janeiro, acabou ganhando repercussão em todo o país. Um garoto do sub-12 do Tigres do Brasil foi eleito o craque da partida e recebeu como premiação R$ 25 — valor que rapidamente virou tema de discussão nas redes sociais.

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A frase “vai ganhar um checão de 25 reais”, associada à imagem do menino suado segurando o dinheiro, impulsionou o debate. Para muitos internautas, o valor foi considerado baixo, especialmente diante da tradição da região, conhecida por revelar talentos para o futebol nacional e até europeu. “Melhor não dar nada”, comentaram alguns.

Por outro lado, há quem defenda que, nas categorias de base, a premiação costuma ser simbólica. Em muitos torneios, os destaques recebem medalhas, troféus ou pequenas quantias voltadas para despesas simples, como um lanche. Nesse contexto, o objetivo principal não é financeiro, mas sim incentivar e reconhecer o desempenho dos jovens atletas.

O caso ganhou força justamente pelo contraste. Enquanto Xerém carrega o peso de ser um celeiro de talentos, a realidade da base ainda é marcada por estruturas simples. Muitos desses jovens enfrentam longas viagens e dificuldades financeiras para seguir no esporte. Diante disso, a imagem do “craque do jogo” recebendo R$ 25 gerou a percepção de desvalorização.

Organizadores de competições de base ressaltam que os custos operacionais são elevados, envolvendo arbitragem, manutenção de campo e logística. Por isso, premiações em dinheiro não são prioridade. A formação esportiva e social dos atletas segue como foco principal.

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Ainda assim, o episódio abriu espaço para uma discussão mais ampla: como valorizar melhor os jovens talentos sem descaracterizar o propósito educativo do futebol de base. Para alguns especialistas, o problema não está necessariamente no valor, mas na forma como ele é apresentado. Se simbólico, deveria ser tratado como tal — com troféus ou reconhecimento formal.

Apesar da polêmica, há um ponto de consenso: para o garoto, o momento ficará marcado como o dia em que foi o melhor em campo. Já os R$ 25 acabaram “comprando” algo maior — um debate nacional sobre respeito, incentivo e valorização na base do futebol brasileiro.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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