Eleitores do Rio de Janeiro podem ser convocados a votar duas vezes para governador ainda este ano, após decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a realização de eleição indireta no estado.
A liminar foi concedida pelo ministro Cristiano Zanin, que também determinou que o caso seja analisado pelo plenário da Corte. Com isso, segue indefinido se a escolha do novo chefe do Executivo será feita por eleição direta, com participação da população, ou indireta, pelos deputados estaduais.
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Caso o STF decida pela eleição direta, os eleitores terão que ir às urnas duas vezes: uma para escolher o chamado “governador-tampão”, que ficará no cargo até o fim de 2026, e outra nas eleições regulares de outubro, que definirão o governador para o mandato completo a partir de 2027.
Enquanto não há definição, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, permanece como governador em exercício.
O impasse começou após a renúncia do então governador Cláudio Castro. A linha sucessória também foi afetada pela saída do vice-governador Thiago Pampolha e pelo afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar.
Diante desse cenário, o estado precisa definir um novo governador para um mandato provisório. A decisão final sobre o modelo de eleição ainda será tomada pelo STF.
