Agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) foram afastados de suas funções após uma ação que terminou com denúncias de agressão contra clientes em um bar localizado no Boulevard Canal. A medida foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do município, que também instaurou um processo administrativo para apurar o caso.
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A ocorrência aconteceu na manhã de domingo (15) e ganhou grande repercussão após relatos de frequentadores e responsáveis pelo estabelecimento. Segundo as denúncias, a abordagem teria sido marcada por uso de spray de pimenta e gás, além de agressões físicas e danos ao mobiliário.
Quatro vítimas procuraram a Superintendência LGBTI+ de Cabo Frio e relataram que a ação pode ter sido motivada por homofobia. De acordo com depoimentos e registros, eles teriam sido perseguidos e alvo de ofensas pejorativas.

“O mais assustador é isso ter acontecido por pessoas que deveriam nos proteger. Eles nos perseguiram e machucaram”, disse uma das vítimas.
Relembre do caso e veja o vídeo: https://www.cic7noticias.com/cabo-frio/bar-denuncia-acao-da-romu-com-uso-de-spray-de-pimenta-e-quebra-de-mesas-durante-abordagem-no-canal-em-cabo-frio-veja-o-video/
A superintendente LGBTI+ do município, Bárbara Barrozo, informou que a pasta está prestando apoio às vítimas. Segundo ela, o secretário de Segurança Pública determinou o afastamento dos agentes envolvidos e a abertura de procedimento interno para investigação.
O caso também é acompanhado pelo advogado Will Barbosa, do programa Rio Sem LGBTFobia, junto à 126ª Delegacia de Polícia, com o objetivo de que a ocorrência seja apurada considerando possível motivação discriminatória.
De acordo com os proprietários do bar, que funciona há cerca de nove anos no local e possui alvará, clientes foram surpreendidos pela ação enquanto estavam no estabelecimento.
Frequentadores ouvidos relataram não ter entendido a abordagem. Um deles afirmou que houve uso repentino de spray de pimenta, enquanto outro disse ter sido agredido e precisou de atendimento médico.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o que motivou a abordagem. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e da administração municipal.
