O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre o pouso forçado de um helicóptero no mar de Cabo Frio, ocorrido no início deste ano, levou a Airbus Helicopters a emitir uma diretiva global de segurança para todos os operadores do modelo H160 no mundo.
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Segundo a fabricante, este foi o primeiro acidente registrado no Brasil envolvendo o H160, helicóptero que entrou recentemente em operação comercial no país.
De acordo com o documento do Cenipa, a aeronave apresentou pane no rotor principal, acompanhada de vibrações de grande amplitude, além de variações anormais de atitude e velocidade durante o voo. Após o resgate e a recuperação do helicóptero no mar, os investigadores conseguiram acessar os gravadores de voz da cabine e de dados de voo, o que permitiu aprofundar a análise técnica.
As informações iniciais apontam para a ruptura da haste de passo de uma das pás do rotor principal, com indícios preliminares de fadiga do material. As análises laboratoriais seguem em andamento para determinar a causa exata da falha.
Diretiva global e mudança no intervalo de manutenção
Com base nos dados preliminares da investigação, a Airbus, em conjunto com a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), emitiu um Emergency Alert Service Bulletin (EASB). A diretriz determina a substituição obrigatória das extremidades das hastes de passo do rotor principal a cada 165 horas de voo, em toda a frota mundial do H160.
A medida é preventiva e, segundo a fabricante, não há indícios de falha de manutenção na aeronave envolvida no acidente em Cabo Frio. Ainda assim, a Airbus recomendou atenção redobrada aos sistemas do rotor principal e do rotor de cauda, especialmente aos componentes associados às hastes de passo.
A empresa reforçou que a causa definitiva do acidente ainda não foi estabelecida e que as investigações seguem sob responsabilidade do Cenipa.
Detalhes do acidente em Cabo Frio
Apuração do Comandante News aponta que o helicóptero Airbus H160-B, prefixo PR-OFB, sofreu a ruptura em voo do terminal de articulação (rod end bearing) da biela de comando de passo do rotor principal com apenas 111 horas de voo, número significativamente inferior ao novo limite de substituição definido pela fabricante.
A falha provocou vibrações severas, que chegaram a dificultar a leitura dos instrumentos de bordo. Diante do cenário crítico, os pilotos realizaram um pouso de emergência em alto-mar, com o acionamento dos flutuadores da aeronave, garantindo a estabilidade e o resgate seguro de todos os ocupantes.
A gravidade do episódio registrado no Brasil foi considerada determinante para a redução global do intervalo de manutenção, tornando obrigatória a troca dos componentes em toda a frota mundial do modelo.
As investigações agora se concentram em identificar as causas da fadiga precoce do material, enquanto operadores e tripulações seguem os novos protocolos de segurança estabelecidos pela diretriz de aeronavegabilidade de emergência.
