O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 14 anos de prisão Aildo Francisco Lima, homem que ficou conhecido após ser filmado sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes durante a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.
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A condenação foi definida pela Primeira Turma do STF, que considerou o réu culpado por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Durante os atos antidemocráticos, Aildo realizou uma transmissão ao vivo de dentro do plenário do Supremo, exibindo móveis da Corte que acabaram sendo depredados. Em um dos vídeos, ele aparece sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes, proferindo xingamentos e ironizando a instituição, cena que rapidamente viralizou nas redes sociais e se tornou um dos símbolos da invasão.
A defesa chegou a questionar a autenticidade do vídeo apresentado como prova, alegando que o material não corresponderia à gravação original. No entanto, o próprio Aildo reconheceu ser o autor das imagens, embora tenha negado a publicação do conteúdo na internet.
Aildo estava preso preventivamente desde setembro de 2023. Segundo decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, sua conduta teve o objetivo de coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais. A prisão preventiva foi mantida por seis vezes e, em abril deste ano, após o encerramento da fase de instrução processual, ele passou ao regime de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso às redes sociais, entre outras medidas cautelares.
A condenação integra o conjunto de julgamentos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro, que já resultaram em dezenas de penas aplicadas pelo STF, reforçando o entendimento da Corte de que houve uma tentativa organizada de ruptura institucional no país.
