Uma grave falha no transporte escolar da rede municipal de São Pedro da Aldeia foi denunciada por uma mãe após sua filha, de apenas 6 anos, ser esquecida dentro de um ônibus escolar por mais de uma hora. O caso ocorreu na terça-feira, 9 de dezembro, e envolve uma aluna da Escola Municipal Jardim Primavera.
🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
De acordo com o relato da família, a criança permaneceu sozinha no interior do veículo pertencente à frota municipal entre aproximadamente 6h40 e 8h, em um dia de forte calor, com temperaturas próximas a 35 °C. A situação só foi percebida quando uma moradora da região ouviu os pedidos de socorro da menina e acionou ajuda. A mãe afirma que não houve qualquer comunicação oficial por parte do município e que tomou conhecimento do ocorrido por terceiros.
Ainda segundo a denúncia, o motorista e o monitor do ônibus alegaram que não perceberam a presença da criança porque ela estaria dormindo, justificativa considerada inaceitável pela família. Para a mãe, houve negligência na conferência obrigatória do veículo após o desembarque dos alunos, procedimento padrão no transporte escolar municipal.
Após o episódio, a criança passou a apresentar sinais de abalo emocional, como medo, choro frequente e recusa em utilizar novamente o transporte escolar. A família cobra providências imediatas para garantir o bem-estar da estudante e evitar novos episódios semelhantes.
A mãe também criticou o atendimento oferecido pelo poder público após a repercussão do caso. Encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), ela relata que não se sentiu acolhida e que o atendimento psicológico para a criança foi agendado apenas para janeiro, ainda sem data definida. Também foram feitas críticas às condições estruturais do local e à ausência de profissionais que, segundo ela, haviam sido prometidos.
Outro ponto destacado é a postura da Secretaria Municipal de Educação que, conforme a denúncia, teria inicialmente negado responsabilidade pelo ocorrido. Diante da sequência de falhas, a mãe informou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar o município e cobrar medidas efetivas para garantir a segurança das crianças atendidas pelo transporte escolar da rede municipal.
