Pai é preso em Iguaba Grande após confessar estupros diários contra filha de 15 anos

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

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A Polícia Civil de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, prendeu na tarde desta quarta-feira (3) Marlon Vidal Medeiros, de 39 anos, acusado de estuprar diariamente a própria filha, uma adolescente que tinha 15 anos na época dos crimes. O homem confessou os abusos em depoimento na 129ª Delegacia de Polícia (129ª DP) e foi encaminhado ao sistema penitenciário.

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A investigação começou após a vítima procurar atendimento psicológico na Policlínica Saúde Mental do município e relatar à profissional o calvário que vivia. Segundo o relato da jovem, os estupros ocorreram todos os dias entre maio de 2024 e maio de 2025, período em que ela morava com o pai. O acusado usava ameaças constantes para impedir que a filha denunciasse os abusos.

Assim que tomou conhecimento do caso, a delegada titular da 129ª DP, Janaina Peregrino, solicitou medidas protetivas de urgência à Justiça, que foram imediatamente concedidas. Em seguida, a autoridade policial representou pela prisão preventiva de Marlon Vidal Medeiros, destacando a gravidade e o caráter hediondo dos crimes.

Com o mandado expedido pelo Judiciário, os agentes localizaram e prenderam o suspeito ainda nesta quarta-feira. Durante o interrogatório, Marlon confessou os estupros. Em um momento do depoimento, o homem afirmou que estava tentando se matar, alegando não suportar o remorso pelos atos praticados.

“Trata-se de um crime repugnante, praticado contra a própria filha, uma menor de idade, de forma continuada e sob violência moral. A prisão preventiva era imprescindível para garantir a segurança da vítima e o andamento das investigações”, afirmou a delegada Janaina Peregrino.

Marlon Vidal Medeiros foi indiciado por estupro de vulnerável qualificado (art. 217-A, § 1º, do Código Penal), crime considerado hediondo e que prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos, podendo ser agravada pela continuidade dos abusos e pelo parentesco.

A identidade da vítima é preservada por determinação legal. O caso segue sob investigação da 129ª DP, que agora apura se houve omissão ou conhecimento de outros familiares sobre os abusos.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 8 meses ago

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