Influenciadoras digitais que divulgavam oportunidades de trabalho no exterior levantaram suspeitas de tráfico humano. O programa anunciado exige candidatas do sexo feminino, entre 18 e 22 anos, faixa etária considerada vulnerável em contextos de exploração.
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Uma das influenciadoras, com quase 2 milhões de seguidores no Instagram, comentou que a empresa contratante seria uma agência de intercâmbio regularizada no Brasil, com CNPJ ativo. No entanto, ao acessar o site da empresa, não há registro de CNPJ, endereço no Brasil ou telefone de contato nacional. O endereço listado está na República do Tartaristão, na Rússia, e o site não apresenta documentos que comprovem qualquer regulamentação brasileira.
Pesquisas na internet mostram matérias sobre o recrutamento, mas levantam dúvidas sobre a veracidade das informações divulgadas pelas influenciadoras. Diante da situação, a Interpol confirmou que abriu, ainda neste ano, uma investigação em Botsuana contra a empresa Alabuga Start por suspeita de tráfico de pessoas. Segundo a investigação, mulheres seriam forçadas a montar drones em condições desumanas e recebendo remuneração abaixo do adequado.
A Interpol alerta que casos envolvendo recrutamento internacional de jovens mulheres devem ser tratados com cautela, especialmente quando há indícios de exploração ou fraude.
