A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, permaneceu fechada nesta quarta-feira (1º), um dia após a invasão de criminosos armados. Pacientes que procuraram o local encontraram as portas cerradas, enquanto viaturas e um blindado da PM reforçavam a segurança.
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Moradores protestaram colando cartazes nas grades da unidade com frases como “Já não temos saneamento básico, sem UPA não dá” e “Não à violência”. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a UPA só voltará a funcionar quando houver condições plenas de segurança. Parte dos funcionários pediu transferência e apoio psicológico após o episódio.
Na ação de terça-feira (30), criminosos teriam entrado na unidade em busca de feridos em confronto, agredindo dois pacientes e provocando pânico entre os 11 internados, que foram transferidos para o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari. Uma ambulância também foi sequestrada para transportar um homem baleado, que chegou morto à UPA.
Enquanto a SMS afirma que há risco para as equipes de saúde, a Polícia Militar declarou não ter sido notificada oficialmente da invasão, tomando conhecimento apenas pela imprensa. Já a Polícia Civil confirmou que a Delegacia de Homicídios investiga a morte do homem levado na ambulância e o uso irregular do veículo.
O fechamento da unidade reacendeu a discussão sobre a vulnerabilidade dos serviços de saúde em áreas dominadas pela violência. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, somente em 2025 já foram registradas 516 interrupções no atendimento por causa de confrontos armados. O secretário estadual de Segurança, Victor Santos, contestou os números e acusou Soranz de mentir.
A UPA de Costa Barros segue sem previsão de reabertura, e moradores denunciam o colapso do atendimento na região.
