O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra a China e ameaçou, nesta segunda-feira (25/8), aplicar uma taxação de 200% caso o país asiático restrinja o fornecimento de ímãs para os norte-americanos. A medida representa mais um capítulo na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, envolvendo insumos essenciais para a produção de tecnologia avançada, conhecidos como “terras raras”.
Os ímãs de alta potência, fundamentais para indústrias de tecnologia de ponta, são fabricados a partir de elementos como neodímio e samário — componentes que fazem parte do grupo de terras raras. China e Brasil detêm as maiores reservas desses minerais no planeta.
Desde o início da guerra comercial, quando Trump começou a impor tarifas sobre produtos chineses, o governo de Xi Jinping reagiu limitando a exportação de ímãs para os Estados Unidos. A nova ameaça de Trump pode agravar as negociações em andamento sobre as taxas tributárias entre os dois países.
Disputa comercial e congelamento de tarifas
No início de agosto, Pequim havia decidido não aumentar os impostos sobre produtos norte-americanos, após Trump prorrogar por 90 dias a cobrança de tarifas sobre importações chinesas. Antes disso, em maio, os dois países haviam concordado em “congelar” o tarifaço.
Até então, Trump havia elevado as taxas em 145% sobre produtos chineses, o que levou Xi Jinping a retaliar com um aumento de 125% sobre mercadorias norte-americanas. A trégua temporária reduziu as tarifas para 30% nos EUA e 10% na China, mas as tensões voltaram a crescer com o impasse sobre os ímãs.
