A Justiça revogou a prisão temporária do professor L.C, de 23 anos, acusado de estuprar quatro crianças em uma escola municipal de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, após o Ministério Público considerar suficientes medidas cautelares alternativas. Detido na quarta-feira (02/07) por agentes da 127ª Delegacia de Polícia, o educador teve sua liberdade concedida nessa sexta-feira (01/08) com a expedição de um alvará de soltura e a imposição de medidas cautelares, como o compromisso de comparecer a todos os atos processuais.
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A prisão do profissional, baseada em denúncias de estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal, com pena de 8 a 15 anos), gerou controvérsia devido a inconsistências apontadas pela defesa. O advogado Carlos Vinícius publicou um vídeo nas redes sociais, alegando que as acusações, feitas por três núcleos familiares, contêm contradições e carecem de provas materiais. A delegada Flávia Monteiro, titular da 127ª DP, havia informado que quatro famílias denunciaram abusos contra crianças menores de 7 anos, mas a defesa esclarece que uma mãe é responsável por dois filhos gêmeos, reduzindo o número de núcleos.
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A primeira denúncia vem de uma mãe que, segundo a defesa, já acusara um aluno de abuso contra seu filho, fato documentado e não considerado pela polícia. A segunda envolve uma criança com apenas oito dias de presença escolar entre fevereiro e junho de 2025, coincidindo com o professor em apenas dois dias, um com menos de duas horas de contato. A criança é registrada como evadida. A terceira denúncia, de uma mãe estrangeira com filhos gêmeos, não apresentou laudos ou testemunhas, e as crianças não relataram incidentes à escola. A defesa também contesta a narrativa policial de que o professor estava foragido, afirmando que ele foi preso em seu endereço fixo, sem resistência.
A revogação da prisão, acatada pela juíza da 4ª Vara Criminal de Búzios, seguiu manifestação do Ministério Público, que entendeu que medidas como proibição de contato com as supostas vítimas e comparecimento judicial são suficientes.

