Começou nesta segunda-feira (13) a vacinação contra a mpox, doença antigamente conhecida como “varíola dos macacos”. A campanha de imunização se concentrará em grupos de risco para as formas graves da doença, como pessoas que vivem com HIV/aids e profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 47 mil doses estão disponíveis para uso na população.
A vacinação terá indicação de duas doses para cada pessoa e, neste primeiro momento, seguirá as seguintes recomendações: para a vacinação pré-exposição ao vírus, receberão as doses pessoas vivendo com HIV/aids com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses, que representa atualmente cerca de 16 mil pessoas em todo o país, e profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.
Já no caso da vacinação pós-exposição ao vírus, receberão as doses pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS. Em ambos os casos, quem já foi diagnosticado com a mpox ou apresentar uma lesão suspeita no momento da vacinação não deverá receber a dose.
Em agosto do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação do uso da vacina, chamada de Jynneos/Imvanex, que é destinada a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade, quando conservada entre -60°C e -40°C. A prorrogação da dispensa temporária e excepcional é válida por mais seis meses e se aplica somente ao Ministério da Saúde.
No Brasil, foram notificados 50.803 casos suspeitos para a mpox, sendo 10.301 casos (20,3%) confirmados, 339 (0,7%) classificados como prováveis, 3.665 (7,2%) suspeitos e 36.498 (71,8%) descartados. Desde setembro do ano passado, no entanto, o número de casos no país está em declínio considerável. A curva epidêmica dos casos confirmados e prováveis teve sua maior frequência registrada no período de 17 de julho a 20 de agosto.
A mpox era chamada de varíola dos macacos porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos em 1958. Só foi detectada em humanos em 1970. Entretanto, o surto mundial do ano passado não tem relação com os primatas, todas as transmissões identificadas foram atribuídas à transmissão humana. A doença causa febre, dor de cabeça, dores no corpo e erupções na pele, que podem ser semelhantes às causadas pela varíola.
