Responsável por aluno que denunciou professor em Búzios tenta retirar documentos e, ao ser impedido, ameaça equipe da escola

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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O caso do professor da rede municipal de ensino de Armação dos Búzios, preso no último dia 2 de julho por suspeita de abusar de alunos menores de 7 anos, ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (7), quando um dos pais denunciantes protagonizou um episódio de agressividade e ameaça contra funcionários da escola. O homem, segundo testemunhas, exigia a entrega imediata de documentos escolares relacionados ao filho, mas ao ser informado de que era necessário um pedido formal à Secretaria Municipal de Educação, passou a gritar e ameaçar quebrar o local, gerando pânico entre os profissionais da unidade.

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O tumulto aconteceu durante o horário de atendimento administrativo e foi necessário acionar a Guarda Municipal de Búzios, que compareceu à escola para conter a situação. O pai em questão é um dos três responsáveis legais que registraram denúncias contra o professor, atualmente preso sob acusação de estupro de vulnerável. As denúncias, no entanto, foram recentemente colocadas em xeque pela defesa do educador, que apresentou documentos oficiais e relatórios escolares apontando inconsistências graves nos relatos dos acusadores, conforme já noticiado anteriormente pelo CIC7 Notícias.

É importante destacar que o professor não foi condenado. Sua prisão é de natureza temporária, decretada apenas como medida cautelar durante a fase inicial da investigação. Segundo informações apuradas pela reportagem, as denúncias apresentadas até o momento carecem de elementos mínimos de comprovação, e documentos oficiais, como relatórios da Secretaria de Educação, lançam dúvidas sobre a consistência dos relatos, o que reforça a necessidade de apuração criteriosa e imparcial dos fatos.

Comunidade escolar relata medo e abalo psicológico após denúncias

De acordo com fontes ligadas à escola, o episódio não foi um caso isolado. Desde que a prisão do professor ganhou repercussão e as denúncias passaram a ser contestadas pela defesa com base em registros oficiais — como frequência mínima de alunos e ausência de provas materiais —, a equipe pedagógica tem relatado medo, tensão psicológica e sensação de insegurança diante da hostilidade crescente por parte de alguns responsáveis.

Funcionários relataram que passaram a trabalhar com receio de novos episódios como o ocorrido, temendo agressões físicas ou perseguições. Alguns servidores, segundo apurou a reportagem, já procuraram atendimento psicológico após a prisão do colega e a atmosfera de medo criada pela repercussão do caso e pela polarização na comunidade escolar.

Entenda o caso

O professor foi preso por agentes da 127ª Delegacia de Polícia com base em um mandado de prisão temporária, após denúncias de três núcleos familiares. No entanto, relatórios da Secretaria Municipal de Educação, anexados ao processo pela defesa, apontam que um dos alunos o encontrou apenas duas vezes no ano letivo — sendo uma delas por cerca de duas horas — e que a mãe de outro aluno já havia feito anteriormente outra denúncia de abuso contra um colega da criança. O terceiro caso envolve dois irmãos gêmeos, filhos de mãe estrangeira, que não apresentou qualquer prova material.

O advogado de defesa afirma que a prisão foi baseada em um conjunto frágil de relatos e sem apuração técnica adequada. Além disso, também contestou a versão da Polícia Civil de que o professor estaria foragido, afirmando que ele foi preso em seu endereço fixo e declarado, sem resistência.

Tensão substitui rotina escolar

Com o agravamento do ambiente dentro da escola, servidores, professores e diretores passaram a solicitar apoio institucional para lidar com os reflexos da denúncia e da prisão. Há relatos de evasão, pressão por parte de familiares e clima de intimidação nos corredores, o que compromete diretamente o andamento do trabalho pedagógico e o bem-estar dos profissionais.

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Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 10 meses ago

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