A Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) confirmou nesta sexta-feira (6) a quarta morte por Febre do Oropouche no estado do Rio de Janeiro. A vítima é uma mulher de 38 anos, moradora de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Segundo as autoridades, ela frequentou um parque da cidade antes de apresentar os sintomas e ser hospitalizada. O óbito ocorreu no início de maio.
A amostra foi analisada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) e pela Fiocruz, que confirmaram a infecção pelo vírus Oropouche.
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Os outros três óbitos registrados em 2025 aconteceram nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Paraty e Macaé. Apesar da gravidade dos casos, a SES afirma que os episódios são considerados isolados, sem indícios de surto. Não há novos registros de casos graves, internações ou óbitos em decorrência da doença nos municípios.
A Febre do Oropouche é transmitida principalmente pelo maruim (Culicoides paraensis), um inseto pequeno e comum em áreas de mata, cachoeiras e plantações de bananeiras. Os sintomas se assemelham aos da dengue e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de calafrios e, em alguns casos, náuseas e vômitos. O período de incubação varia de quatro a oito dias, e a maioria dos pacientes se recupera em até uma semana. No entanto, a doença pode se agravar em crianças e idosos com mais de 60 anos.
Somente em 2025, o estado já registrou 1.836 casos da Febre do Oropouche. As cidades com maior número de notificações são Cachoeiras de Macacu (672), Macaé (517), Angra dos Reis (392) e Guapimirim (172).
