O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, nesta quarta-feira (21), seis mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude na contratação de serviços de fisioterapia em Armação dos Búzios. A empresa contratada teria recebido mais de R$ 170 mil em apenas três meses, realizando supostamente mais de 3 mil atendimentos — número que supera, em muito, a média anual estimada pela própria Secretaria de Saúde.
As investigações apontam que a empresa foi criada pouco mais de um mês antes da publicação do edital e pertence ao pai de uma ex-servidora pública da área. A apuração indica possíveis crimes de fraude em licitação, associação criminosa e superfaturamento, com indícios de favorecimento e violação aos princípios da administração pública.
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Batizada de “Operação Em Nome do Pai”, a ação do MPRJ tem como alvos gestores da Saúde e Assistência Social, fiscais do contrato, uma ex-servidora de fisioterapia e o proprietário da empresa. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Búzios e estão sendo cumpridos em Búzios, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras.
Em dezembro de 2023, a empresa chegou a declarar a realização de 2.053 atendimentos em um único mês. Em um dos dias, o registro foi de 179 procedimentos, o que daria uma média de um atendimento a cada 2,68 minutos — número considerado inverossímil pelos investigadores.
A operação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Búzios com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). As investigações seguem em andamento.
