Asteroide apocalíptico que mirava a Terra muda de rota, ameaça explodir a Lua e faz Nasa ativar plano de defesa planetária

Por Cic7 Redação - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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A rocha explordiria, liverando cerca de 8 megatons de energia — 500 vezes mais do que a da bomba atômica que destruiu Hiroshima, no Japão

Um asteroide que inicialmente levantou preocupações sobre uma possível colisão com a Terra agora pode ter como destino a Lua. Segundo informações divulgadas pela Nasa, a rocha espacial batizada de 2024 YR4 apresenta atualmente uma probabilidade de 3,8% de atingir o satélite natural.

Com cerca de 55 metros de diâmetro — o equivalente à altura de um prédio de 15 andares —, o asteroide poderia causar danos catastróficos caso colidisse com a Terra. Estimativas iniciais chegaram a apontar um risco de 3,1% de impacto com nosso planeta, a maior já registrada para um asteroide monitorado recentemente. No entanto, análises mais recentes, realizadas com o auxílio do telescópio espacial James Webb, descartaram essa possibilidade, reduzindo a chance de colisão terrestre para praticamente zero: uma em cinco milhões.

Apesar disso, a ameaça para a Lua aumentou. Dados atualizados indicam que o 2024 YR4 pode colidir com o satélite no dia 22 de dezembro de 2032. Richard Moissl, chefe do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), confirmou que suas projeções também apontam para uma chance de cerca de 4% de impacto.

Oportunidade única para a ciência

Caso o asteroide atinja a Lua, o impacto poderia ser observado diretamente da Terra, inclusive com telescópios amadores e até binóculos em condições ideais. Para a comunidade científica, seria uma oportunidade rara de estudar, em tempo real, a formação de uma cratera lunar gerada por um objeto conhecido.

“Seria um grande experimento e um momento único para a ciência”, afirmou Mark Burchell, cientista espacial da Universidade de Kent, ao comentar o possível impacto. Já Alan Fitzsimmons, da Queen’s University Belfast, reforçou que um evento como este não traria qualquer risco para a Terra, mas proporcionaria informações valiosas para futuras estratégias de defesa planetária.

Defesa planetária em pauta

Com tamanho superior a 50 metros, o 2024 YR4 ultrapassa o limite que as agências espaciais utilizam como critério para ativar protocolos de defesa contra ameaças espaciais. Se ainda existisse uma chance considerável de colisão com a Terra, missões de desvio — como a DART, que em 2022 alterou com sucesso a trajetória de um asteroide — já estariam em fase de planejamento.

Enquanto a Nasa aguarda novos dados do telescópio James Webb nas próximas semanas, a expectativa científica é que o 2024 YR4 possa oferecer uma oportunidade inédita de estudo sem colocar vidas em risco. O futuro impacto, se confirmado, poderá ser mais uma peça importante para entender melhor como proteger nosso planeta de ameaças vindas do espaço.

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Publicado há 1 ano ago

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