Com a morte do Papa Francisco nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica se prepara para eleger seu novo líder. O sucessor do pontífice argentino será escolhido durante o conclave, cerimônia tradicional realizada sempre que um papa morre ou renuncia.
A Constituição Apostólica da Igreja determina que o conclave deve ser iniciado entre 15 e 20 dias após a vacância do papado. A eleição ocorre na Capela Sistina, no Vaticano, onde até 120 cardeais com menos de 80 anos e direito a voto se reúnem para a escolha do novo papa.
Para ser eleito, um cardeal precisa obter dois terços dos votos. Durante o conclave, os cardeais permanecem isolados, sem qualquer contato com o mundo exterior, e não podem votar em si mesmos. Três cardeais são nomeados escrutinadores, responsáveis por contar os votos, e outros três atuam como revisores do processo.
A primeira votação ocorre no dia inicial do conclave. Caso nenhum nome alcance o número necessário de votos, até quatro novas votações são realizadas diariamente: duas pela manhã e duas à tarde. Se a eleição não for concluída em três dias, o processo é interrompido por um dia de oração, podendo ser retomado com mais sete votações. Novas pausas podem ocorrer caso o impasse persista.
Em caso de empate entre os dois candidatos mais votados, uma disputa direta é realizada.
Após cada votação, as cédulas são queimadas em uma chaminé na Capela Sistina. A fumaça preta indica que ainda não houve consenso. Quando a fumaça branca aparece, significa que um novo papa foi escolhido.
