Mulheres de 18 anos poderão se alistar voluntariamente nas Forças Armadas em 2025

Foto: Reprodução/ESPECEX

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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O Ministério da Defesa anunciou que, a partir de 2025, mulheres que completarem 18 anos poderão se alistar voluntariamente nas Forças Armadas. O período para o alistamento será de 1º de janeiro a 30 de junho de 2025, marcando uma iniciativa inédita nas Forças Armadas brasileiras.

Serão disponibilizadas cerca de 1.500 vagas em 28 municípios de 13 estados e no Distrito Federal, distribuídas da seguinte forma: 155 vagas na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Aeronáutica. Até então, o alistamento aos 18 anos era restrito aos homens, fossem eles convocados ou voluntários. A mudança que permite o alistamento feminino foi oficializada no dia 28 de agosto.

Novas Oportunidades para Mulheres

“Essa iniciativa permitirá que as mulheres integrem a força de trabalho das Forças Armadas, qualificando ainda mais o contingente voluntário”, afirmou o contra-almirante André Gustavo Guimarães, subchefe de Mobilização da Defesa. Ele ressaltou a importância dessa medida para a transformação social e o desenvolvimento do caráter cívico das cidadãs.

As interessadas poderão se inscrever pela internet ou presencialmente em uma Junta de Serviço Militar, conforme as cidades participantes (veja a lista abaixo).

Critérios e Documentos Necessários

Para se alistar, as candidatas devem atender a dois requisitos básicos:

  1. Residir em um dos municípios contemplados pelo Plano Geral de Convocação.
  2. Completar 18 anos em 2025 (ter nascido em 2007).

Além disso, será necessário apresentar os seguintes documentos:

  • Certidão de nascimento ou prova de naturalização.
  • Comprovante de residência.
  • Documento oficial com foto, como identidade ou carteira de trabalho.

Processo de Seleção

O processo seletivo inclui várias etapas: alistamento, seleção geral, seleção complementar, designação/distribuição e incorporação. As candidatas passarão por entrevistas, inspeções de saúde (exames clínicos e laboratoriais) e testes físicos. Elas também poderão escolher em qual Força Armada desejam servir: Exército, Marinha ou Aeronáutica, sendo a decisão final baseada na aptidão da candidata e na disponibilidade de vagas.

Uma vez incorporadas, as mulheres ocuparão a graduação de soldado (ou marinheiro-recruta, no caso da Marinha) e terão os mesmos direitos e deveres que os homens. Elas serão incorporadas em 2026, entre 2 e 6 de março ou entre 3 e 7 de agosto, cumprindo 12 meses de serviço militar, que poderá ser prorrogado até oito anos, se houver interesse de ambas as partes.

Benefícios e Expectativas

Durante o serviço, as mulheres terão acesso a benefícios semelhantes aos dos homens, incluindo remuneração, auxílio-alimentação, licença-maternidade e contagem de tempo para aposentadoria. O Ministério da Defesa tem a intenção de aumentar gradualmente o número de mulheres recrutadas pelo Serviço Militar Inicial Feminino, com a meta de atingir 20% das vagas.

Cidades com Vagas Disponíveis

Para 2025, as vagas estarão disponíveis para mulheres residentes nas seguintes cidades:

  • Águas Lindas de Goiás (GO)
  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Brasília (DF)
  • Campo Grande (MS)
  • Canoas (RS)
  • Cidade Ocidental (GO)
  • Corumbá (MS)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Formosa (GO)
  • Fortaleza (CE)
  • Guaratinguetá (SP)
  • Juiz de Fora (MG)
  • Ladário (MS)
  • Lagoa Santa (MG)
  • Luziânia (GO)
  • Manaus (AM)
  • Novo Gama (GO)
  • Pirassununga (SP)
  • Planaltina (GO)
  • Porto Alegre (RS)
  • Recife (PE)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • Santa Maria (RS)
  • Santo Antônio do Descoberto (GO)
  • São Paulo (SP)
  • Valparaíso de Goiás (GO)

Esses municípios foram selecionados porque já possuem estruturas para receber mulheres em suas instalações militares, como alojamentos. A Defesa fará apenas “adequações mínimas” para garantir a recepção das novas alistadas.

Participação Feminina nas Forças Armadas

Atualmente, as Forças Armadas do Brasil contam com cerca de 37 mil mulheres, representando aproximadamente 10% do efetivo total. As mulheres atuam principalmente nas áreas de saúde, ensino e logística, além de terem acesso à área combatente através de concursos públicos específicos em estabelecimentos de ensino militar, como o Colégio Naval (CN), da Marinha, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da Aeronáutica.

Essa nova iniciativa visa aumentar ainda mais a participação feminina nas Forças Armadas, oferecendo oportunidades inéditas para as jovens que desejam servir ao país.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

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