O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, decretou lei marcial no país na manhã dessa terça-feira (3), gerando uma profunda instabilidade política. Em poucas horas, o Parlamento foi fechado e centenas de manifestantes tomaram as ruas em protesto.
Por volta das 10h30, Yoon Suk-yeol fez o anúncio surpresa, alegando que a medida era necessária para “limpar” o território de aliados da Coreia do Norte e “reconstruir um país livre e democrático”. A lei marcial restringe direitos civis e substitui a legislação normal por leis militares, incluindo limitações à imprensa e ao Parlamento.
Poucos minutos após o anúncio, a oposição convocou os deputados ao Parlamento. O líder oposicionista, Lee Jae-Myung, declarou a medida inconstitucional e afirmou que o Parlamento tentaria anulá-la.
Às 11h05, o acesso ao Parlamento foi bloqueado, e forças especiais da polícia foram enviadas para conter os manifestantes. Apoiadores do partido de oposição se reuniram em frente ao Parlamento, pedindo a revogação da lei marcial. Mesmo com o bloqueio, alguns deputados conseguiram entrar no plenário.
Por volta das 12h10, militares tentaram entrar no Parlamento, e imagens de televisão capturaram o momento em que tropas chegaram ao prédio, sendo afastadas por assessores parlamentares com extintores de incêndio. A equipe do principal partido de oposição montou uma barricada com móveis para bloquear os soldados.
Em uma sessão de urgência, às 13h00, os deputados que conseguiram entrar no Parlamento aprovaram a derrubada da lei marcial. A votação foi unânime entre os 190 deputados presentes, num total de 300 cadeiras do Parlamento. Após o anúncio, centenas de pessoas foram ao Parlamento em Seul, onde forças militares já haviam começado a tomar o controle. Manifestantes celebraram a aprovação e pediram a prisão do presidente.
Às 16h30, o presidente Yoon Suk-yeol recuou e afirmou que revogaria o decreto de lei marcial, declarando que faria uma reunião de gabinete para tratar do assunto.
