Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a mpox uma emergência em saúde pública de importância internacional no dia 14 de agosto, surgiram boatos sobre a possibilidade de novos mega lockdowns semelhantes aos aplicados durante a pandemia de COVID-19. No entanto, a OMS não aconselhou a implementação de medidas de isolamento social em massa.
No dia 19 de agosto, a OMS publicou recomendações temporárias para países afetados, como República Democrática do Congo, Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. Entre as orientações estão a coordenação local e nacional da resposta à emergência, aumento da vigilância, e suporte clínico e psicossocial aos pacientes, sem recomendar restrições gerais a viagens e comércio.
Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, afirmou que a mpox, independentemente da variante, não deve ser comparada à COVID-19:
“Sabemos muito sobre a variante 2. Ainda precisamos aprender mais sobre a variante 1. Com base no que sabemos, a mpox é transmitida sobretudo através do contato da pele com as lesões, inclusive durante o sexo”
No Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar a resposta à mpox. O país está no nível 1 da emergência global, que indica um cenário de normalidade sem casos da nova variante. A pasta está atualizando suas recomendações e negociando a aquisição de vacinas contra a mpox.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, explicou os processos do combate à doença no Brasil:
“Estamos numa fase em que o que é importante é a vigilância e o monitoramento”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
“Muitas vezes, as pessoas ficam ansiosas. A vacina sempre gera uma grande expectativa. Mas é importante reiterar que, nos casos em que se recomenda a vacinação, ela é muito seletiva, focada em públicos-alvo muito específicos até este momento”, completou
