A espanhola María Branyas Morera faleceu nesta terça-feira (20), aos 117 anos. Reconhecida como a pessoa mais velha do mundo, ela entrou para o Guinness Book no ano passado após a morte de Lucile Randon, conhecida como Irmã André, que viveu até os 118 anos.
A família de María confirmou a morte nas redes sociais. “María Branyas nos deixou. Ela morreu como queria: dormindo, em paz e sem dor. Sempre nos lembraremos dela por seus conselhos e gentileza”, diz a nota publicada no X (antigo Twitter).
Nascida em 4 de março de 1907, em São Francisco, nos Estados Unidos, María se mudou com a família para a Catalunha em 1915. Desde o ano 2000, residia na casa de repouso Residència Santa María del Tura.
María foi casada com o médico catalão Joan Moret desde 1931 e teve três filhos. Ao longo de sua vida, atravessou momentos históricos como a pandemia de gripe espanhola de 1918 e a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Mais de um século depois de sobreviver à pandemia de 1918, María também enfrentou a Covid-19. Ela contraiu o vírus logo após seu 113º aniversário, em 2020, mas se recuperou em poucos dias.
María atribuía sua longevidade a uma combinação de “sorte e boa genética”, além de manter uma vida pautada pela “ordem, tranquilidade, boa conexão com a família e amigos, contato com a natureza, estabilidade emocional, ausência de preocupações, ausência de arrependimentos, muita positividade e afastamento de pessoas tóxicas”.
