Chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, é morto em Teerã; O assassinato ocorreu durante visita ao Irã

Por Mariana Carvalho - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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chefe do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto na madrugada desta quarta-feira (31) em Teerã, no Irã. A informação foi confirmada tanto pelo Hamas quanto pela Guarda Revolucionária do Irã, a força de elite do exército iraniano, que está investigando o assassinato. Um dos guarda-costas de Haniyeh também foi morto no ataque.

Haniyeh, que liderava o braço político do Hamas, estava em Teerã para a posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Autoridades internacionais, incluindo o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, estavam presentes no evento, e Alckmin aparece em vídeo ao lado de Haniyeh algumas horas antes do assassinato.

O assassinato de Haniyeh ocorreu no mesmo dia em que Israel bombardeou Beirute, no Líbano, matando Fuad Shukr, o chefe número dois do grupo extremista libanês Hezbollah. Em resposta, o Irã acusou Israel pelo assassinato de Haniyeh e prometeu “punição severa”. Até a última atualização desta reportagem, Israel ainda não havia se manifestado diretamente sobre o caso. No entanto, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, declarou que “Israel não quer guerra, mas estamos preparados para todas as possibilidades”.

De acordo com a TV estatal iraniana, Haniyeh foi morto às 2h de quarta-feira, horário local (20h de terça-feira em Brasília), enquanto estava em uma residência de veteranos de guerra no norte de Teerã. Os comunicados não especificaram os detalhes sobre como o líder do Hamas foi assassinado, e ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque.

O Hamas afirmou que Haniyeh foi vítima de um “ataque aéreo traiçoeiro” em sua residência em Teerã. “É um ato covarde que não ficará impune,” disse a TV Al-Aqsa, controlada pelo Hamas, citando Moussa Abu Marzouk, alto funcionário do grupo.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o assassinato, e grupos palestinos convocaram uma greve geral e manifestações em massa em resposta à morte de Haniyeh.

Em maio, Haniyeh havia tido a prisão pedida pelo procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra cometidos durante o conflito entre Israel e Hamas. Naquela ocasião, pedidos de prisão também foram feitos para outros líderes do Hamas e para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Haniyeh, que tinha sido um importante diplomata do Hamas, foi visto como um moderado em comparação com os membros mais radicais do grupo. Ele tinha laços estreitos com o Irã e havia desempenhado um papel significativo nas negociações de cessar-fogo. Durante sua liderança, ele também perdeu três filhos e quatro netos em um ataque aéreo israelense.

O Hamas e outros grupos palestinos continuam a reagir ao assassinato, e o cenário político e militar na região continua a se desenvolver rapidamente.

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