Os corredores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama estão tomados por uma cena de caos e desespero, com relatos de pacientes aguardando atendimento em condições precárias. Familiares descrevem uma situação semelhante a uma cascata de pessoas, evidenciando a sobrecarga do sistema de saúde. Em um dos casos reportados, um garotinho aguarda na sala vermelha, com o número de plaquetas em 22, sem conseguir ser transferido para receber tratamento adequado, inclusive necessitando de uma tomografia. Enquanto isso, uma mulher, que desde a noite dessa terça-feira (19), aguarda atendimento devido a sintomas de apendicite, é obrigada a repetir exames. O desespero atinge um ponto crítico quando uma paciente desmaia, resultando em uma mobilização frenética de médicos para transportá-la para a sala de emergência.
A falta de recursos e o colapso no atendimento médico são evidentes, com apenas um médico sendo responsável por uma quantidade significativa de pacientes. Enquanto isso, os demais profissionais de saúde parecem estar paralisados, observando o trabalho do único médico disponível. A situação é descrita como inadmissível, com familiares e pacientes clamando por um atendimento digno e eficaz. A ausência de ambulâncias para transporte de pacientes agrava ainda mais a situação, ressaltando a precariedade do sistema de saúde regional. A falta de segurança, evidenciada pelo impedimento de registro fotográfico da situação, demonstra a gravidade da crise enfrentada pela UPA, deixando a população local em estado de calamidade e indignação.
