RIO DE JANEIRO, 20/12/2023 – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Sétimo Mandamento, cumprindo três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de investigar possíveis fraudes em programas assistenciais do estado. Vinícius Sarciá Rocha, irmão do governador Cláudio Castro, é um dos alvos da operação.
Pagamentos Ilícitos e Fraudes Milionárias Descobertos
A investigação aponta para pagamentos de vantagens ilícitas, variando entre 5% e 25% dos valores dos contratos na área de assistência social, totalizando mais de R$ 70 milhões. Os agentes da PF estão empenhados em esclarecer as suspeitas que recaem sobre a execução dos projetos Novo Olhar, Rio Cidadão, Agente Social e Qualimóvel entre os anos de 2017 e 2020.
Outros Nomes Envolvidos nas Buscas
Além de Vinícius Sarciá, que ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração da Agerio, a operação também envolve buscas na residência de Astrid de Souza Brasil Nunes, subsecretária de Integração Sociogovernamental e de Projetos Especiais da Secretaria Estadual de Governo, e Allan Borges Nogueira, gestor de Governança Socioambiental da Cedae.
Ampla Investigação e Medidas de Afastamento
A Polícia Federal não limitou-se apenas às buscas. Sete medidas de afastamento de sigilo bancário e fiscal, além de seis medidas de afastamento de sigilo telemático, estão sendo cumpridas ao longo do dia. O governo do estado e a Cedae ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
Desdobramentos Anteriores e Resposta do Governo
Em abril, o ministro Raul Araújo, do STJ, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o governador Cláudio Castro por suposto envolvimento em um esquema de corrupção entre 2017 e 2020, quando era vereador e vice-governador. Até o momento, o governo estadual não emitiu nenhum comunicado oficial em resposta às novas investigações.
Organização Criminosa e Desvio de Verbas Públicas em Foco
A Operação Sétimo Mandamento concentra-se nos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, a organização criminosa infiltrou-se nos setores públicos assistenciais sociais do estado, realizando fraudes em licitações, contratos administrativos, desvio de verbas públicas e pagamentos de propinas.
A PF destaca que o grupo buscava vantagens econômicas e políticas indevidas, direcionando a execução dos projetos sociais para seus redutos eleitorais e explorando a população mais necessitada.

