Profissionais da educação de Cabo Frio realizaram um ato de protesto, na manhã desta segunda-feira (18), denominado “Ceia da Miséria” em frente à sede da prefeitura, manifestando seu repúdio ao que consideram descaso por parte da gestão liderada por Magdala Furtado.
Simbolizando a insatisfação com a condução municipal, os servidores, com pão e água, encenaram uma ceia de Natal para denunciar as condições enfrentadas. Entre as principais reivindicações, destaca-se a ausência de reajuste anual, a manutenção de salários administrativos abaixo do mínimo, o congelamento do Piso Salarial Municipal por uma década, o não cumprimento do Piso do Magistério, além da falta de pagamento de enquadramentos por formação, resíduos trabalhistas e isonomia salarial para aposentados e pensionistas.
A prefeita Magdala Furtado, alegando “falta de verbas”, enviou à Câmara um projeto de lei intitulado “reforma administrativa”. O projeto visa, segundo críticos, criar despesas expressivas para o município, legitimando um aumento substancial de cargos comissionados, “Tides” e contratações temporárias. Além disso, propõe a criação de novas secretarias que, para muitos, serão distribuídas entre vereadores como formas de apadrinhamento político, em detrimento dos aprovados no último concurso que seguem impedidos de assumir seus cargos.
O movimento denuncia uma gestão que, ao invés de destinar recursos para melhorias nas escolas, cuidado dos alunos e valorização dos profissionais da educação, direciona o dinheiro público para interesses políticos, alegam os manifestantes.
