Onda de Calor no Rio: Cariocas Sofrem com Temperaturas Extremas e Falta de Plano de Contingência

Por Cic7 Redação - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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O calor atingiu níveis recordes no Rio de Janeiro, com termômetros podendo marcar até 41°C nesta terça-feira. No entanto, o desconforto térmico é apenas um dos problemas enfrentados pelos cariocas, uma vez que a cidade não possui um plano de contingência eficiente para lidar com as altas temperaturas que se tornam cada vez mais comuns devido às mudanças climáticas.

A coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Geografia do Clima (GeoClima) da UFRJ, Núbia Beray, destaca a necessidade de postos de acolhimento em locais estratégicos, como escolas, hospitais e igrejas, para fornecer água potável às pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, a falta de um plano concreto de enfrentamento do calor extremo deixa a população sem alternativas imediatas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de “Grande Perigo” para todo o Estado do Rio até sexta-feira, indicando a gravidade da onda de calor. A Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) precisou adiar a manutenção preventiva do sistema Guandu, que afetaria o abastecimento de água para cerca de dez milhões de pessoas na capital e na Baixada Fluminense.

Os impactos na saúde da população já são evidentes, com unidades de emergência atendendo pessoas com problemas relacionados ao calor extremo. Idosos e crianças são considerados grupos de risco, e a falta de abrigos temporários para essas populações vulneráveis agrava a situação.

O transporte público também é afetado, com 708 ônibus ainda sem ar-condicionado na cidade, segundo a Secretaria Municipal de Transportes. O sofrimento nos coletivos sem refrigeração é uma realidade para muitos passageiros, que enfrentam calor intenso, lotação e portas abertas.

O desafio se estende a trabalhadores em obras e serviços essenciais, como o Terminal Gentileza na Região Portuária, onde operários recebem óculos escuros, protetor solar e outras medidas para minimizar os efeitos do calor excessivo.

A população em situação de rua, sem acesso a áreas climatizadas e água, é particularmente vulnerável. As doações de água, alimentos e outros itens essenciais se tornam fundamentais, pois a falta de hidratação pode gerar complicações sérias.

Enquanto a prefeitura do Rio possui um Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática, ainda não há uma resposta imediata para as altas temperaturas. O desafio é criar estruturas que garantam o bem-estar da população diante de ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.

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