Hospitais e funerárias chinesas estão sob intensa pressão nesta quarta-feira (28) em meio a uma onda crescente de Covid-19 que consumiu diversos recursos, enquanto a escala do surto e as dúvidas sobre os dados oficiais levaram alguns países a considerar novas regras de viagem para visitantes chineses.
Em uma mudança abrupta da política sanitária, a China começou neste mês a desmantelar sua política rígida de bloqueios e testes extensivos, colocando sua economia a caminho de uma reabertura completa no próximo ano.
A suspensão das restrições, que ocorreu após protestos generalizados contra as medidas, significa que a Covid-19 está se espalhando sem controle e deve infectar milhões de pessoas por dia, de acordo com alguns especialistas de saúde internacionais.
Enquanto a China sofre a primeira onda nacional de Covid-19, as salas de emergência em pequenas cidades e vilas a sudoeste de Pequim estão sobrecarregadas. Unidades de terapia intensiva recusam ambulâncias, familiares de doentes procuram leitos disponíveis e pacientes desabam nos corredores dos hospitais e são jogados no chão por falta de leitos.
A velocidade com que a China, o último grande país do mundo a avançar para o tratamento do vírus como endêmico, abandonou as regras da Covid-19 deixou seu frágil sistema de saúde sobrecarregado.
A China relatou três novas mortes relacionadas ao coronavírus na terça-feira, ante uma na segunda-feira, números que são inconsistentes com o que as funerárias estão relatando, bem como com a experiência de países muito menos populosos após a reabertura.
