Um livro infantil, distribuído na manhã da última terça-feira (8) na Escola Municipal Antônio da Cunha Azevedo, vem causando controvérsias em Cabo Frio. O material apresenta a figura da prefeita da cidade, Magdala Furtado, de maneira positiva e foi entregue a alunos menores de idade, sem que seus pais fossem comunicados antecipadamente sobre a ação.
Juliana Vignoli, responsável pela iniciativa, defendeu-se das críticas afirmando possuir todas as autorizações pertinentes para a distribuição, incluindo os aval da prefeita, da diretora da instituição escolar e da secretaria de educação. A autora, que está por trás do projeto “Dra Defensora”, disse que a intenção do livro é conscientizar as crianças sobre o “Agosto Lilás”, mês dedicado à proteção das mulheres.
No material, Magdala Furtado é descrita como uma super-heroína cuja missão é proteger e trazer prosperidade para a cidade. “Magdala amava sua cidade e sonhava com um lugar onde todos os cidadãos pudessem viver felizes e em harmonia”, cita um dos trechos.

Entretanto, o contexto da distribuição e o conteúdo da obra levantaram questionamentos. Há especulações sobre o possível uso de recursos públicos na produção do livro e, se confirmados, estes indícios poderiam gerar críticas quanto à ética da ação. Ademais, a escolha de um ambiente escolar para a distribuição de material de teor político é vista por muitos como inapropriada, levantando debates sobre a instrumentalização do sistema educacional para fins eleitorais.
Apesar da autora afirmar que teve a concordância inicial da prefeita para a entrega dos livros, Juliana alega que a mesma desautorizou a distribuição uma hora antes do horário combinado. Provas da interação entre elas, como fotografias e prints de conversas, foram divulgadas por Vignoli.
Em resposta ao crescente debate, a prefeitura emitiu uma nota oficial: “A Prefeitura de Cabo Frio informa que não foi autorizado qualquer tipo de confecção ou distribuição de material gráfico tendo como personagem a prefeita Magdala Furtado. A prefeita apenas recebeu a autora em seu gabinete, onde foi presenteada com uma amostra do livro. Estamos tomando todas as medidas necessárias para apurar as responsabilidades.”
Até o fechamento desta reportagem, o SEPE Lagos, representante dos profissionais da educação na região, ainda não havia se manifestado sobre o incidente. A questão continua em aberto e promete novos desdobramentos nos próximos dias.
- ATUALIZAÇÃO: URGENTE / Deputados estaduais repudiam entrega de livros a crianças em Cabo Frio e afirmam que vão pedir impeachment da prefeita, acionar o TRE, MPRJ e a comissão de educação da Alerj
- SEPE Lagos repudia distribuição de material político em escola de Cabo Frio e pede apuração rigorosa por parte do MPRJ e TRE. Veja:


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