O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (31) que o Brasil irá participar da reunião convocada pela Arábia Saudita para discutir a guerra na Ucrânia. O encontro está previsto para acontecer nos dias 5 e 6 de agosto na cidade de Jidá, na Arábia Saudita, e contará com a presença de representantes de 30 países, incluindo o Brasil e a Índia.
A iniciativa saudita tem como objetivo buscar apoio de países em desenvolvimento para futuras negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Vale destacar que a reunião acontecerá sem a participação de representantes russos, sendo um esforço da Ucrânia para angariar apoio internacional em meio ao conflito.
O Brasil, ao aceitar o convite, reforça sua disposição em contribuir com os esforços pela paz na região. No entanto, ainda não foram definidos os nomes que comporão a delegação brasileira para o encontro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará na região Norte do Brasil entre os dias 4 e 9 de agosto, participando de compromissos como a Cúpula da Amazônia, não está confirmado para a reunião na Arábia Saudita, mas o governo brasileiro estará representado para discutir os desdobramentos da guerra na Ucrânia.
Ucrânia busca apoio global para encerrar a guerra
A reunião convocada pela Arábia Saudita é mais uma etapa dos esforços da Ucrânia em conseguir apoio de países em desenvolvimento, muitos dos quais se mantêm neutros em relação ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia. A ideia é que a reunião resulte em uma cúpula de paz no final de 2023, onde líderes de diferentes nações assinariam uma carta de princípios compartilhados para buscar o fim da guerra.
Esse documento serviria como suporte à Ucrânia nas futuras negociações de paz com a Rússia, buscando uma solução pacífica para o conflito que já perdura por um longo período.
A presença de importantes nações na reunião, como Reino Unido, África do Sul e Polônia, além da União Europeia, fortalece a relevância do encontro. A expectativa é que outros países que já compareceram a reuniões anteriores, como Brasil, Índia, Turquia e África do Sul, também estejam presentes, reforçando a busca por uma solução conjunta para a crise na Ucrânia.
Embora a Rússia tenha mostrado disposição para negociações de paz, a situação ainda é delicada, pois o país exige que a Ucrânia aceite “novas realidades” sobre territórios supostamente anexados, enquanto a Ucrânia condiciona as conversas à retirada das tropas russas de seu território. O encontro em agosto será um importante passo para avançar nas discussões e encontrar uma saída para o conflito que afeta a região.
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