A ex-mulher do leiloeiro Rogério Menezes Nunes, Elaine Lourenço Menezes Nunes, foi presa depois de, segundo a polícia, tentar assumir à força o controle da empresa dele, na Avenida Brasil, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Cinco policiais militares também foram presos, segundo a investigação. Pela apuração, PMs à paisana estavam entre os homens que acompanharam Elaine na entrada da empresa.
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O contexto
Rogério morreu em 22 de outubro. O episódio acontece em meio a uma série de conflitos e disputas judiciais entre Elaine e Juliana de Andrade Souza, que afirma ter sido companheira de Rogério por um ano e meio, até a morte dele. Em julho, Juliana já havia procurado a polícia e registrado uma ocorrência na qual relatava ameaças e intimidações de Elaine.
O que diz a investigação
Elaine foi presa pelos crimes de invasão de propriedade, dano qualificado e roubo de celular. Quatro policiais militares e outros dois homens foram indiciados por tentativa de ocupação ilegal da empresa, e os demais homens que aparecem nas imagens também são investigados.
Imagens de câmeras de segurança e relatos de funcionários mostram a ação, por volta das 14h30. Nas gravações, Elaine chega ao endereço acompanhada de um grupo de homens, e a advogada dela também estava no local. As imagens mostram um dos homens revistando o porteiro e outro pegando as chaves da portaria. Em outro momento, funcionários são revistados por um homem armado. Elaine aparece circulando pela empresa com o grupo e mandando um funcionário abrir uma porta.
Segundo testemunhas, os filhos de Rogério contestaram a ordem apresentada por Elaine e chamaram a polícia. Alguns integrantes do grupo já tinham saído quando os policiais chegaram. Funcionários denunciaram ameaças feitas por homens que acompanhavam Elaine, e uma funcionária disse à polícia que foi agredida e teve o celular roubado. Testemunhas também relataram que o grupo teria danificado equipamentos do circuito interno de câmeras e tentado retirar documentos.
O que disse Juliana
Em entrevista ao RJ2, Juliana contou que foi avisada por funcionários de que Elaine, já divorciada litigiosamente de Rogério, teria invadido a empresa com cerca de dez homens armados, que renderam o porteiro e o obrigaram a abrir o portão. Ela afirmou que “a gente espera que a Justiça seja feita” e disse que Elaine foi indiciada por outro crime, por ter vendido, sem ter direito, a casa em que morava com Rogério. Os dois lados têm versões diferentes, e as alegações de Juliana não foram confirmadas de forma independente.
Outro lado
Não foi possível contato com a defesa de Elaine. A Delegacia de Polícia Judiciária Militar abriu um procedimento para apurar o caso.
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
