Uma chamada de vídeo obtida pela imprensa mostra o ex-tenente da Polícia Militar Daniel dos Santos Benitez Lopes, condenado a 36 anos de prisão pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, aparentemente usando um telefone celular dentro do Presídio Constantino Cokotos, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
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O que diz o relato
Segundo fontes da unidade prisional, o detento teria um iPhone e um aparelho Android. A autenticidade do vídeo e a posse dos aparelhos não foram confirmadas oficialmente.
Expulsão da PM
Em março de 2024, o então governador Cláudio Castro determinou a expulsão de Benitez da Polícia Militar. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado quase 13 anos após o assassinato da magistrada. Como ele era oficial da corporação, o desligamento dependia de uma decisão do governador.
A condenação
Benitez foi condenado em dezembro de 2013 a 36 anos de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele foi um dos responsáveis pelo planejamento do crime. O ex-policial sempre negou participação. Em fevereiro de 2020, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação ao rejeitar um recurso da defesa.
O caso Patrícia Acioli
A juíza Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros em 11 de agosto de 2011, quando chegava à casa onde morava, em Niterói. Ela tinha 47 anos e era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde atuava em processos envolvendo policiais militares investigados por homicídios e supostas execuções registradas como autos de resistência.
Ao todo, 11 policiais militares foram condenados pelo assassinato, que teve grande repercussão nacional. Nove deles foram excluídos da PM em 2014.
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
