Operação contra rede de exploração sexual de adolescentes chega a Maricá; assessores parlamentares estão entre os presos

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 dia ago

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Maricá está entre os municípios que receberam equipes da Polícia Civil nesta quarta-feira (28/10), na Operação NXIVM, contra uma rede investigada por explorar sexualmente adolescentes. A ação também ocorre em Niterói e São Gonçalo. Segundo informações divulgadas, até as 10h, oito pessoas haviam sido presas, entre elas assessores parlamentares e um sargento da Polícia Militar.

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Mandados

Os policiais cumprem mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, para reunir provas, identificar outros possíveis envolvidos e localizar eventuais novas vítimas. A operação é conduzida pela 74ª DP (Alcântara), com apoio do 4º Departamento de Polícia de Área e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Os detalhes dos mandados cumpridos em Maricá não foram divulgados.

Como a investigação começou

O caso começou em julho, com a prisão de um assessor ligado ao vereador de Niterói Professor Túlio (PSOL). A análise de celulares, computadores e imagens de câmeras de segurança ajudou a identificar outros suspeitos. Entre os desdobramentos desta quarta está a prisão de um assessor ligado ao gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL). A polícia investiga suspeitas de produção de registros de violência sexual, ameaças e chantagens contra adolescentes.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a deputada Talíria Petrone disse ter sido surpreendida, informou que determinou a exoneração do assessor, manifestou solidariedade à vítima e à família e pediu transparência e respeito ao devido processo legal. A Polícia Militar informou que a Corregedoria cumpriu um mandado de prisão contra um policial e que não tolera desvios de conduta. As informações divulgadas não apontam os parlamentares como investigados. A reportagem não localizou a defesa dos presos.

Como denunciar

Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100. Em emergências, ligue 190.

Os presos são investigados e têm direito à presunção de inocência até decisão final da Justiça. A Polícia Civil segue apurando a participação de cada um.

O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.

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