O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pausou a apuração dos votos do segundo turno das Eleições 2026 depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até as 19h, no horário de Brasília, em todo o país. A decisão foi tomada neste domingo (25), após pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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O que diz a decisão
Segundo o TSE, a última atualização no sistema, às 17h06, mostrava 1.225 seções eleitorais com os votos para presidente apurados. Nesse número parcial, Lula aparecia com 57,66%, com 193.574 votos, e Flávio Bolsonaro com 42,34%, com 142.169 votos. Como a apuração ainda estava no início, o resultado não indica a tendência final.
Na decisão, Zanin escreveu: “Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”.
Campanha de Lula citou falhas no transporte público
Na tarde deste domingo, a coligação de Lula protocolou no TSE uma petição com pedido de liminar de urgência para prorrogar o fim da votação até as 19h em municípios com problemas no transporte público. O pedido abrangia pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Ele ampliava outro pedido, feito no início da tarde, para Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A campanha também levou o caso ao STF, e Zanin foi sorteado relator.
Segundo os advogados da campanha, relatos de falhas no transporte de eleitores se multiplicaram pelo país. A petição cita, por exemplo, que em São Paulo cerca de 60% da frota estaria circulando, mesmo com determinação judicial de 100%; em Alagoas, falta de transporte complementar e filas de mais de uma hora; em Roraima, recusa de empresas em cumprir rotas eleitorais, o que prejudicou comunidades indígenas; e, no Rio de Janeiro, frota reduzida e longas esperas em Petrópolis e São Gonçalo. A coligação também pediu que a Polícia Federal e outras autoridades prendam em flagrante responsáveis por “embaraço” ao voto, e que os juízos eleitorais distribuam senhas a todos os eleitores presentes nos locais de votação às 17h. Esses pedidos são das campanhas e não foram confirmados de forma independente.
Campanha de Flávio citou chuvas
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE, também neste domingo, a prorrogação de duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidos por fortes chuvas. No pedido constam, em Minas, Belo Horizonte, Poços de Caldas e cidades da Região Metropolitana com locais de votação sem energia elétrica, e, no Rio Grande do Sul, São Borja, Itaqui e Uruguaiana, afetadas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai.
Em outro registro do dia, o TSE informou que uma urna com as teclas 2 e 3 coladas foi trocada em Gravataí (RS).
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
