A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (22), Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, apontado como miliciano. Segundo a investigação, ele é um dos “puxadores de guerra” do grupo liderado por um criminoso conhecido como “Jorjão” ou “PL” e teria usado um uniforme da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) durante uma invasão armada na Zona Oeste do Rio.
Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de WhatsApp e receber todas as notícias em primeira mão
O que foi apreendido
Com ele, os agentes apreenderam uma pistola de uso restrito e um veículo de luxo roubado, que tinha sinais identificadores adulterados.
Procurado desde julho
Leonardo é investigado por participação em confrontos e investidas que visavam a expansão territorial do grupo. Ele era procurado desde julho deste ano, depois de ser identificado pelos agentes menos de 48 horas após a circulação de imagens que mostravam homens armados usando uniformes da Draco na Zona Oeste. Segundo a investigação, ele estava entre os homens que apareceram nas imagens, com fuzis e equipamentos táticos, ostentando identificações da unidade da Polícia Civil para disfarçar a invasão como uma operação policial em meio à disputa por territórios.
“A estratégia revela a ousadia do grupo, que, além de empregar armamento de guerra em disputas territoriais, teria utilizado a identidade visual de uma unidade policial especializada para mascarar sua atuação criminosa, intimidar a população e dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas ações armadas. Entretanto, a tentativa de se passar por policiais civis não impediu o avanço das investigações”, explicou a corporação.
Já tinha sido preso em 2025
Segundo a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso em flagrante pela própria Draco, em 2025, por suspeita de constituição de milícia privada, mas foi colocado em liberdade depois. A atuação dele estaria ligada ao braço armado da organização, apontada por promover ações violentas na Zona Oeste.
As imagens analisadas pelos agentes estão relacionadas a um confronto territorial entre integrantes da milícia e homens ligados à facção Comando Vermelho, segundo a Polícia Civil. A apuração continua para identificar outros envolvidos, esclarecer a dinâmica dos confrontos e localizar os responsáveis pelo planejamento e pelo comando dos ataques.
A defesa do preso não foi localizada até a publicação desta matéria. Ele é considerado inocente até condenação definitiva.
Como denunciar
Informações que ajudem nas investigações podem ser repassadas, com garantia de sigilo, pelo WhatsApp da Draco-IE, no número (21) 97908-4200, ou pelo Disque Denúncia, no telefone (21) 2252-1177.
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
