Polícia identifica motociclista “maníaco” que importunava mulheres em SP, mas ele não pode ser preso por causa da lei eleitoral. Veja o vídeo:

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 horas ago

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A Polícia Civil identificou o motociclista flagrado importunando sexualmente mulheres que pedalavam pelo litoral de Guarujá, em São Paulo. O homem é investigado em ao menos cinco casos, e a polícia analisa se as condutas podem ser enquadradas também como estupro e estupro de vulnerável.

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O suspeito, citado pela Polícia Civil como “maníaco”, foi encaminhado à Delegacia Sede de Guarujá na tarde desta quarta-feira (30). Apesar de identificado, ele não deve permanecer preso: o artigo 236 do Código Eleitoral proíbe a prisão de eleitores nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas após o encerramento da votação, salvo em flagrante delito, cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.

O delegado responsável pelo caso afirmou que o suspeito foi identificado por meio de depoimentos das vítimas, imagens de monitoramento e da placa da motocicleta utilizada nos ataques. A Polícia Civil agora analisa juridicamente os casos para definir o enquadramento dos crimes e embasar um pedido de prisão, inclusive por estupro e estupro de vulnerável, assim que a restrição eleitoral deixar de se aplicar.

Série de ataques

Os ataques foram registrados por câmeras de segurança em diferentes pontos de Guarujá e repercutiram nas redes sociais. Nas imagens, o motociclista aparece usando uma bag semelhante às utilizadas por entregadores.

Segundo o delegado, cinco ocorrências com características semelhantes foram registradas até o momento, mas a Polícia Civil acredita que outras mulheres possam ter sido vítimas e ainda não tenham procurado as autoridades. Uma das vítimas tem 12 anos, o que levou a investigação a também considerar o enquadramento de estupro de vulnerável.

“Como ele ataca de surpresa, vem por trás, de maneira covarde, isso é um recurso que impossibilita completamente a mulher de se defender. Isso tem que ser considerado como uma espécie de violência indireta”, afirmou o delegado.

A análise jurídica busca verificar se os ataques podem ser enquadrados em crimes com penas mais altas do que a prevista para importunação sexual, cuja pena máxima é de 5 anos de prisão. Já o estupro de vulnerável pode resultar em pena de até 12 anos de cadeia.

Polícia procura outras vítimas

As autoridades orientam mulheres que tenham sofrido abordagens semelhantes e ainda não tenham registrado ocorrência a procurarem a Polícia Civil de Guarujá, mesmo sem possuírem imagens dos ataques. Segundo o delegado, o relato da vítima já é suficiente para embasar a investigação.

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