Traficantes anunciavam a venda de drogas na comunidade Bacia do Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, usando cartazes corriqueiramente utilizados por mercados. Placas penduradas em um ponto de comércio mostravam os nomes, preços e valores — por grama — dos entorpecentes.
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Na última terça-feira (22), policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) realizaram uma ação na localidade para combater o tráfico. A região é dominada pelo Comando Vermelho (CV).
Durante as buscas, os agentes encontraram um ponto de venda de drogas com cartazes que costumam ser usados por mercados. Nas placas, havia o anúncio de Ice, por R$ 74,99 a grama; PAC, por R$ 19,99; Flor (que pode se referir a maconha), por R$ 9,99; e Colômbia Gold (também maconha), por R$ 11,99. Os entorpecentes foram apreendidos. As equipes ainda localizaram muros pintados com referências à maconha e à bandeira da Turquia.
A ação de terça terminou com um homem preso em flagrante. De acordo com a corporação, ele atuava como “olheiro” do tráfico, responsável pelo monitoramento da movimentação das forças policiais e pelo alerta aos demais integrantes da facção. Com o preso, foi apreendido um rádio comunicador, usado para comunicação interna e para monitoramento da atividade policial.
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No mesmo dia, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) realizaram uma operação contra uma milícia atuante no Complexo do Morro do Pau Branco e na região de Venda Velha, também em São João de Meriti. Três pessoas foram presas em flagrante, incluindo uma mulher apontada como companheira de um dos investigados.
As investigações identificaram que o grupo paramilitar atua sob o comando de Evandro Costa de Souza, conhecido como Monstrão e Vando. Segundo apurações, o miliciano usa força armada para sustentar a influência na região, cobrando, ameaçando e intimidando moradores e comerciantes. Entre os investigados estão Rodrigo Lino de Lima, conhecido como RD, e Carlos Donato Ximenes Melo, o Papel. As investigações revelaram que imóveis relacionados aos suspeitos estariam sendo utilizados para guarda, esconderijo e armazenamento de armas empregadas nas atividades da milícia.
Policiais encontraram seteiras na casa de Rodrigo. De acordo com a corporação, as aberturas nas paredes eram usadas para disparar armas de dentro do imóvel sem expor os criminosos, reforçando a opressão e o controle armado contra moradores e comerciantes da região. Três pessoas foram presas em flagrante durante a operação: um homem por porte ilegal de arma de fogo, outro com material de cobrança da milícia, e a mulher por constituição de milícia privada.
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